Nota introdutória:
Erro: “opinião, julgamento contrário à verdade, falsa doutrina, opinião falsa engano, equívoco, imperícia”. Apesar da definição estar correcta, queria só dizer-vos que na dissertação que se segue vou adoptar uma diferente definição de erro, se calhar mais abrangente, dilatada, não propriamente “dicionárica”.
Não tem sido fácil... Vivi, ao longo de tantos anos, preso às minhas ilusões sobre as pessoas, ideias que me enganavam, ideais de perfeição, fé nas pessoas, acreditava que tudo era possível, a seu tempo, devia querer o Mundo. Mas, estaria assim tão enganado ou ganancioso? Em parte sim, porque na verdade não tenho dado tempo ao tempo e isso é algo fundamental, as coisas não acontecem de imediato, tudo é progessivo, tudo é gradual, até a sorte. Mais concretamente acredito que grandes mudanças sejam realmente possíveis, mas é preciso não só lutar, como também esperar, isto é, saber esperar, e compreender todos os mecanismos que implicam uma espera!
O problema da sociedade actual é a pressa e ânsia com que tudo se move, “pressa precipitada” e enganosa. Todos querem alcançar os seus objectivos de forma quase instantânea, ultrapassando tudo e todos de uma forma animalesca. Poder-se-ia justificar esta fome de poder pelo facto de sermos levados por uma máquina chamada sociedade que nos consome a toda a hora com o vírus das convenções sociais. Há que contrariar essa máquina, por muito que custe, isto é, lutar contra os paradigmas. O instinto de sobrevivência estará sempre presente, é a Natureza, mas a nossa parte racional deve equilibrar as nossas atitudes (que, para além da arte, é o que no fundo nos distingue dos animais).
Para grandes mudanças é preciso primeiro ideias, depois palavras e, por fim, atitudes. Ou seja, tudo parte de uma ideia singular, que se vai construinto e solidificando ao longo do tempo, mas só tal acontece se for passada para palavras, e o que quero dizer com isto é somente uma coisa: organização. A organização de ideias permite uma evolução do nosso projecto e sem tal, as atitudes e acções fracassariam totalmente. Mas ideias e palavras (organização) são fáceis, a última parte, as atitudes, é que muitas vezes dispersa o conteúdo das ideias e destrói as palavras. Para as atitudes é preciso resistência e solidez, é desta parte que vos vou falar.
O problema da sociedade actual é a pressa e ânsia com que tudo se move, “pressa precipitada” e enganosa. Todos querem alcançar os seus objectivos de forma quase instantânea, ultrapassando tudo e todos de uma forma animalesca. Poder-se-ia justificar esta fome de poder pelo facto de sermos levados por uma máquina chamada sociedade que nos consome a toda a hora com o vírus das convenções sociais. Há que contrariar essa máquina, por muito que custe, isto é, lutar contra os paradigmas. O instinto de sobrevivência estará sempre presente, é a Natureza, mas a nossa parte racional deve equilibrar as nossas atitudes (que, para além da arte, é o que no fundo nos distingue dos animais).
Para grandes mudanças é preciso primeiro ideias, depois palavras e, por fim, atitudes. Ou seja, tudo parte de uma ideia singular, que se vai construinto e solidificando ao longo do tempo, mas só tal acontece se for passada para palavras, e o que quero dizer com isto é somente uma coisa: organização. A organização de ideias permite uma evolução do nosso projecto e sem tal, as atitudes e acções fracassariam totalmente. Mas ideias e palavras (organização) são fáceis, a última parte, as atitudes, é que muitas vezes dispersa o conteúdo das ideias e destrói as palavras. Para as atitudes é preciso resistência e solidez, é desta parte que vos vou falar.
Acima de tudo, não nos podemos esquecer de algo: o erro. O erro é uma constante de qualquer projecto pessoal ou profissional. Na verdade, o erro é uma constante da vida, e atrever-me-ia até a dizer, uma das suas consequências. Aparece-nos de ínumeras formas e intenções: desvantagens, contra-tempos, consequências, avisos, etc. São verdadeiros agentes da desmotivação. Muitas vezes basta algo correr mal para desistirmos, bastando um único erro, outras vezes é o seu elevado número, o que nos mostra que a influência de um erro sobre a nossa motivação tem em conta a sua intensidade e quantidade. No entanto, só há uma coisa a fazer em relação ao erro, aprender, e este “aprender” é um aprender com nós próprios (o erro deve servir como um alerta de que algo está mal).
Ora aqui chegamos a outro grande problema da nossa sociedade. É que, de facto, aprender com os nossos próprios erros requer um exercício mental que nem sempre é fácil e objectivo: o de olhar para nós próprios de um modo imparcial e objectivo. Ora, encarar a nossa situação do ponto de vista de um observador exterior não é tarefa fácil, requer algum treino e muitas vezes precisa de ajuda exerna, isto é, alguém que nos dê o empurrão. Só fazendo isto poderemos dizer a nós próprios o que está mal e convencermo-nos a mudar algo em prol de um projecto de mudança mais objectivo e eficaz. Mas antes da etapa de aprender, está outra que é tão ou mais importante: o superar a desmotivação causada pelo(s) erro(s). É na desmotivação que grandes cabeças se inibem de desenvolver o seu potencial, mas é necessário encarar as múltiplas barreiras como meros desafios para um agente da mudança. Os erros escurecem o caminho, mas é fulcral voltar a encontrar a luz ao fundo do túnel, ou seja, encontrar motivação. Há, na minha opinião, três fontes de motivação (não querendo entrar num espírito demasiado lírico): Arte, Pessoas e Natureza.
Ora aqui chegamos a outro grande problema da nossa sociedade. É que, de facto, aprender com os nossos próprios erros requer um exercício mental que nem sempre é fácil e objectivo: o de olhar para nós próprios de um modo imparcial e objectivo. Ora, encarar a nossa situação do ponto de vista de um observador exterior não é tarefa fácil, requer algum treino e muitas vezes precisa de ajuda exerna, isto é, alguém que nos dê o empurrão. Só fazendo isto poderemos dizer a nós próprios o que está mal e convencermo-nos a mudar algo em prol de um projecto de mudança mais objectivo e eficaz. Mas antes da etapa de aprender, está outra que é tão ou mais importante: o superar a desmotivação causada pelo(s) erro(s). É na desmotivação que grandes cabeças se inibem de desenvolver o seu potencial, mas é necessário encarar as múltiplas barreiras como meros desafios para um agente da mudança. Os erros escurecem o caminho, mas é fulcral voltar a encontrar a luz ao fundo do túnel, ou seja, encontrar motivação. Há, na minha opinião, três fontes de motivação (não querendo entrar num espírito demasiado lírico): Arte, Pessoas e Natureza.
A primeira inclui todas as formas que quisermos (seja música, pintura, literatura, cinema, desporto, etc.), sendo por isso a mais subjectiva, desde que nos transmita sentimentos e/ou mensagens. Apesar de, no meu caso, ser a música o motor dos meus projectos pessoais, há algo que considero transversal a qualquer tipo de arte: é fundamental fazer por conhecer e perceber os mais variados estilos e formas de expressão, não se cinjam pelo que já conhecem, procurem novas experiências, conheçam mais e no final poderão fazer o juízo justo e sincero. A arte é, no fundo, o relfexo de uma mente impressionante que é a do Homem, sendo uma ferramente excepcional de prazer e motivação. Como diria um amigo meu: “Quem rejeita a arte, quem não vê filmes, lê, ouve música, etc. Rejeita a própria inteligência e, portanto, humanidade, visto ser isto que nos diferencia dos restantes seres vivos”.
As pessoas, ao contrário do que algumas vezes parece, precisam-se. O ser humano é um ser social, o caminho solitário é um caminho perdido. É preciso encontrar-mos alguém, nem que seja uma só pessoa, que nos acompanhe, um amigo. No entanto, é preciso cautela. Não me quero alargar muito neste tema, mas a verdade é que muitas vezes nos vemos rodeados de gente com pensamentos contrários aos nossos, e isso tenta-nos a desistirmos das nossas ideias, seguindo o padrão comum, para nos sentirmos aceites pela comunidade, mas isso já é sabido, não é? O problema muitas vezes passa por encontrar esse alguém, gente que partilhe as mesmas ideias e ideais que nós. Não se deve desistir de encontrar essa gente, porque acredito que a motivação venha mais rapidamente se tivermos alguém ao lado, com quem podemos contar. A dialéctica é crucial neste tipo de abordagens, sendo a forma ideal de aperfeiçoamento das ideias e palavras. Sem ela, sem pessoas com quem discutir, sem apoios, individual não há ideia que sobreviva à sociedade dos nossos dias. Para além disso, encontrar pessoas que precisem dos nossos ideais e do nossos projectos de mudança só nos dará mais força, isto é, encontrar pessoas que, se aplicada a nossa mudança, teriam uma vida melhor. Mas não aprofundo mais, para já.
A Natureza, por fim, é a única coisa que nos completa totalmente enquanto seres vivos e, de certa forma, engloba as outras duas. Muita gente ainda não se apercebeu verdadeiramente do poder que um pôr-do-sol, uma floresta ou mesmo uma montanha tem sobre a nossa mente. A Natureza serve-nos, infelizmente, como uma forma de escaparmos à sociedade por breves momentos (não deveria ser assim, é uma ilusão temporária). No entanto, há que, para já, aproveitar todos os momentos em que temos oportunidade de visitar a Natureza. Explorem-na, descubram-na, maravilhem-se e motivem-se, não se arrependerão.
Fica assim o rascunho da minha teoria sobre como ultrapassar erros e obstáculos nos nossos projectos pessoais. Acredito ter sido demasiado simplista e teórico e o facto de não dar exemplos só dificulta a compreensão, mas espero ter dado algumas ideias gerais, para já. Fica aqui também um esquema para sintetizar o texto (creio até que este meu raciocínio não é grande novidade, porque estou a notar agora algumas semelhanças com o método científico).
Abraço e Boa Caça :)
Claude Debussy - Prelude to the Afternoon of a Faun - Como que entrar num sonho


“Quem rejeita a arte, quem não vê filmes, lê, ouve música, etc. Rejeita a própria inteligência e, portanto, humanidade, visto ser isto que nos diferencia dos restantes seres vivos”. Gostei desta frase ! Do texto, embora longo , cativante ! :) Não conhecia este blog ... mas fiquei "maravilhada" *
ResponderEliminarOlá, muito obrigado, sim, de facto ele tem razão naquilo que diz, é um tipo excepcional esse meu amigo. Devo estar para publicar outro texto brevemente, fique atenta :D (epá isto do blog pode-se tornar um vício, venho-me a aperceber disso xD)
ResponderEliminarmuito muito muito, muito muito bom ;)
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