Começa assim um novo ano.
Na verdade acho que às vezes é melhor restringir-mo-nos a uma data em especial para dar-mos passos decisivos. Nem sei muito bem se estou mesmo a dar um passo decisivo, mas, pelo menos, é diferente, porque decidi (re)começar a escrever. Abro então este blog que servirá apenas como caderno de registo de pensamentos.
Para vos ser sincero, estou num daqueles momentos em que estou perdido à procura de algo mais interessante e cativante para escrever, mas tudo o que sai é isto. Fica então apresen... Ah! O nome! Os nomes são sempre importantes e escondem verdades e histórias incríveis por trás de cada um.
Luso-alemão, como sou, Billimoria seria um nome algo estranho e por isso quero-vos explicar a razão pela qual escolhi este nome pouco comum como pseudónimo. Na verdade Billimoria é um apelido indiano, e escolhi-o como em homenagem a uma das heroínas da nossa geração, escondida como tantos outros e outras. De nome Jeroo Billimoria, esta indiana de Mumbai é a fundadora e líder da Child and Youth Finance International. No entanto, não é por esta organização que a conheço, mas antes por outra da qual é fundadora: a Childline India Foundation, mas o nosso primeiro encontro tem muito mais história. No passado Verão encontrei na feira do livro algo que me cativou só pelo título: "Como Mudar o Mundo", abri e levei-o. Sem saber muito bem o que esperar, comecei a ler e a escrita entusiasta do autor e jornalista David Bornstein cativou-me a devorar 100 páginas de rajada. O livro basicamente relata a importância de entidades individuais (pessoas) em diversas áreas, onde a carência e a necessidade de pioneirismo é imensa. O livro, para além de definir o que é um empreendedor social, relata muito a história da Ashoka, enquanto empresa recrutadora de empreendedores sociais e do seu carismático líder, Bill Drayton, do qual espero vir a falar no futuro. De seguida embrenha-se numa série de exemplos de pessoas por todo o mundo com ideias e acções fantásticas e inovadoras, verdadeiros empreendedores sociais privilegiados por pertencerem à equipa da Ashoka. Um desses muitos é precisamente Jeroo Billimoria, que foi pioneira na criação de linhas telefónicas de apoio às crianças das ruas da Índia (a 1098 Childline). Não vos vou chatear com a história dela (sugiro que a conheçam), mas gostava de frisar que de facto foi alguém que me inspirou profundamente, não simplesmente pelos fabulosos ideais defendidos e tudo isso, mas principalmente pela garra de uma pessoa que, vendo um problema, pura e simplesmente tentou e resolveu-o, porque aqui entre nós, se não se tentar, então não se resolve mesmo nada. É essa onda do "ver-pensar-agir" (VPA) que pretendo alcançar todos os dias e dar a alcançar, nem que seja através deste blog, debaixo de um carvalho.
Eu gostava ainda de vos explicar a história do carvalho, mas isso ficará para depois, porque são precisamente 4h20 da manhã do dia 1 de Janeiro de 2012 e tenho que me ir aprontar para ir ver o nascer do Sol à praia, é um espectáculo imperdível (com música ainda melhor... hmm... talvez leve a guitarra...).
Abraços e Boa Caça :)
p.s. - a expressão "boa caça" vem dos escoteiros, movimento ao qual faço parte (escoteiros com "o"), é uma despedida e desejo de boa sorte com os inevitáveis obstáculos da vida.
p.p.s. - em cada post deixar-vos-ei uma imagem ou a música do (meu) momento, para desfrutar.
The Doors - The End - Porque o fim de algo é sempre o início de outr'algo

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